CAPITALISMO EM CRISE
A farra financeira consensuada pelas elites
Enquanto a mídia corporativa brasileira fala em crise, há décadas ativistas e intelectuais denunciam caráter explorador do sistema financeiro. Enquanto especuladores e banqueiros alimentam-se da desordem mundial da globalização financeira, trabalhadores em todo o planeta arcam com custos da “economia de cassino” dos EUA.
Leia artigo completo:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15250&boletim_id=459&componente_id=8197
Editores da carta maior, obrigado pelo envio do artigo. JB
O blogojornalismo pró-direitos humanos é a ferramenta prática que encontrei para debater direitos humanos; interpelar e vigiar as autoridades estatais, especialmente no que diz respeito ao cumprimento do direito (inter)nacional dos direitos humanos e na implementação das políticas públicas e trazer reflexão contextualizada sobre Moçambique. Começo este ano, 2014, a debater direitos humanos, a partir de uma perspectiva dos africanos bantu. A isso chamo de direitos bantu-cosmopolitas...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O resgante de todos os resgates: golpe de Estado cleptocrata nos EUA
CAPITALISMO EM CRISE (I)
O resgate de todos os resgates: golpe de Estado cleptocrata nos EUA
O governo dos EUA mudou radicalmente o caráter do capitalismo norte-americano. Trata-se, nem mais nem menos, de um “golpe de Estado” a favor da classe que Franklin Delano Roosevelt chamava de “bancgsters”. O que aconteceu nas últimas semanas pode alterar o curso do século que começa de maneira irreversível. Estamos diante da maior e mais desigual transferência de riqueza desde que se presentearam terras aos barões das ferrovias na era da Guerra Civil. A análise é de Michael Hudson.
Mais pormenores em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15245&boletim_id=459&componente_id=8198
Editores da carta maior, obrigado pelo envio do artigo
O resgate de todos os resgates: golpe de Estado cleptocrata nos EUA
O governo dos EUA mudou radicalmente o caráter do capitalismo norte-americano. Trata-se, nem mais nem menos, de um “golpe de Estado” a favor da classe que Franklin Delano Roosevelt chamava de “bancgsters”. O que aconteceu nas últimas semanas pode alterar o curso do século que começa de maneira irreversível. Estamos diante da maior e mais desigual transferência de riqueza desde que se presentearam terras aos barões das ferrovias na era da Guerra Civil. A análise é de Michael Hudson.
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A crise do capitalismo e a esquerda
Nova crise do capitalismo, ao estilo da de 1929, as teses do capitalismo de cassino se confirmam, o Estado norte-americano se contradiz uma vez mais e intervêm pesadamente, demonstrando que sua confiança no mercado não era tão grande como sua propaganda exibia. O capitalismo neoliberalismo mostra suas vísceras, as teses da esquerda se confirmam, de critica – keynesiana ou anticapitalista – ao neoliberalismo.
Por Emir SADER*
Os esquerdistas damos risada, confirmadas as nossas teses sobre o caráter anti-social e talvez terminal do capitalismo, esfregamos as mãos ansiosos pela conseqüências sociais e políticas da crises.
Deveríamos? Ou talvez devêssemos perguntar-nos quão preparados estamos para enfrentar essa nova crise com alternativas de esquerda? Não apenas teses, mas força social, política, ideológica, para disputar a hegemonia em crise. Para perguntar-nos se as medidas que os governos tomarão representarão mais sofrimento para os povos, mais desespero, abandono, desemprego, informalidade, sem que possam ver que haveria alternativas? uuuuuuuuuuuSe nos limitamos a um papel intelectual, a ser críticos do capitalismo, a nova crise é um prato cheio. Podemos regozijar-nos e despejar todos os dias e semanas novos textos que prevêem – "como já havíamos escrito" – o fim do capitalismo para daqui a pouco tempo.
Mas todo catastrofismo se equivoca. Nos anos 30, a Internacional Comunista aderiu às teses do economista Emilio Varga, que retomava as teses de Lênin par diagnosticar que a crise de 1929 levava o capitalismo, finalmente, à sua etapa final. Conforme o New Deal resgatou o capitalismo de si mesmo, foi introduzida a categoria "segunda fase da etapa final do capitalismo" . Já deveríamos estar na quinta ou sexta fase atualmente.
Giovanni Arrighi recorda como, nos anos 70, a discussão não era sobre o fim do capitalismo, mas quando, onde e como terminaria o capitalismo – tema que aparentemente era assumido até mesmo pelos teóricos do capitalismo.
No entanto, como o próprio Lênin nos recorda, o capitalismo não cai, nem cairá, se não for derrubado – como demonstraram os processos revolucionários que terminaram com o capitalismo, temporal ou definitivamente. Não cai por si mesmo e até mesmo demonstra capacidade de recuperação. Quem diria que a pátria de Lênin, da primeira revolução operário-camponesa da história da humanidade, veria restaurado o capitalismo, numa versão mafiosa?
Quem diria que os Estados Unidos, "feridos de morte" pela crise de 1929, comandariam o maior e mais profundo ciclo longo expansivo do capitalismo da sua história – sua "era de ouro", segundo Hobsbawn – no segundo pós-guerra, pressionando a URSS e derrotando-a tecnológica e economicamente, antes de favorecer sua implosão política?
Não digo isto para ser caracterizado como disseminador de visões apologéticas do capitalismo ou para alentar o desânimo, mas para cumprir a saudável afirmação de Brecht, de que "devemos tomar o inimigo pelo seu lado mais forte", para não nos enganarmos sobre as condições reais de luta contra ele, para não subestimar suas forças e, principalmente, não superestimarmos as nossas forças.
A cada crise que a esquerda enfrenta dando risadas e esfregando as mãos, entra e sai mais derrotada ainda, porque se contenta com a contemplação dos últimos dias de uma Pompéia capitalista, que insiste em sobreviver, graças à falta de alternativas – teóricas e políticas –da esquerda. Dessa mesma esquerda que parece acreditar que, finalmente, um dia, não muito longínquo, os povos do mundo se convencerão de suas teses apocalípticas, sem ter construído-as como força econômica, social, política e ideológica.
Por enquanto – como dizia Marx da pequena burguesia -, parece que o povo ainda não está maduro para entender as teses de uma esquerda que se contenta consigo mesma, com nossas maravilhosas teses que nos dizem que a longo, médio ou curto prazo, inevitavelmente a história revelará que caminha para o socialismo.
Pouco terão aprendido das viradas – revolucionárias e contrarevolucioná rias – do século XX, seguem esperando passar o cadáver do nosso inimigo, em lugar de preparar meticulosamente a realização dos nossos sonhos e das nossas utopias, como recomendava o realismo revolucionário de Lênin.
http://port. pravda.ru/ mundo/24523- capitalismocrise -0 * Emir SADER é um dos académicos e intelectuais brasileiros defensor da igualdade social, em seus escritos.
http://port. pravda.ru/ mundo/24523- capitalismocrise -0 * Emir SADER é um dos académicos e intelectuais brasileiros defensor da igualdade social, em seus escritos.
O artigo foi enviado pelo editor do Pravda.Ru, Timothy
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Manhenje: exemplo de um ex-ministro-habitante?
Na tarde de segunda-feira, 22, o deputado Manuel de Araújo e o activista de direitos humanos Custódio Duma relataram-me, por e-mails, a detenção do ex-ministro do Interior, o piloto-voador Almerino Manhenje, por alegadamente ter usurpado milhões de meticais do Estado moçambicano. Dia seguinte, confirmei a notícia, pelos jornais electrónicos moçambicanos.
Por ocupações extra-blog, não os comentei na hora neste espaço cosmo-electrónico.
Já que, semana passada, afirmei que, em Moçambique superabundam mais habitantes que cidadãos, achei por bem fazer a seguinte pergunta: Fazendo fé aos motivos que levam o ex-ministro aos calaboiços, ele terá sido um ministro-habitante ou ministro-cidadão?
Releia o que escrevi neste espaço, semana passada:
(...)
“Até hoje, ainda que não recorra à frescura dos mantos da divinizada academia secular, nada torna proibitivo afirmar que habitante tem, em princípio, ligação intrínseca com um dado biológico: nasce, cresce, alimenta-se, reproduz e morre. E, não fica por aí. Acumula, igualmente, comportamentos vegetacionais: vegeta, maquina pensamentos depravados e, por consequência, executa-os, inescrupulosamente.
Contudo, cidadão, para além dos atributos biológicos de habitante (menos, regra geral, o de vegetar e o de maquinar pensamentos depravados e, por consequência, executá-los inescrupulosamente), tem consciência de seus direitos e deveres, participando racionalmente, numa base ética, das decisões e do desenvolvimento de seu meio familiar, interpessoal, comunitário, nacional e internacional.
(...)
As atitudes de dilapidação do Estado, praticadas pela maioria dos governantes de Moçambique, desde o ano da Independência Nacional, até aos dias que correm, mostram que eram ou são governantes-habitantes ou governantes-cidadãos?”
Por ocupações extra-blog, não os comentei na hora neste espaço cosmo-electrónico.
Já que, semana passada, afirmei que, em Moçambique superabundam mais habitantes que cidadãos, achei por bem fazer a seguinte pergunta: Fazendo fé aos motivos que levam o ex-ministro aos calaboiços, ele terá sido um ministro-habitante ou ministro-cidadão?
Releia o que escrevi neste espaço, semana passada:
(...)
“Até hoje, ainda que não recorra à frescura dos mantos da divinizada academia secular, nada torna proibitivo afirmar que habitante tem, em princípio, ligação intrínseca com um dado biológico: nasce, cresce, alimenta-se, reproduz e morre. E, não fica por aí. Acumula, igualmente, comportamentos vegetacionais: vegeta, maquina pensamentos depravados e, por consequência, executa-os, inescrupulosamente.
Contudo, cidadão, para além dos atributos biológicos de habitante (menos, regra geral, o de vegetar e o de maquinar pensamentos depravados e, por consequência, executá-los inescrupulosamente), tem consciência de seus direitos e deveres, participando racionalmente, numa base ética, das decisões e do desenvolvimento de seu meio familiar, interpessoal, comunitário, nacional e internacional.
(...)
As atitudes de dilapidação do Estado, praticadas pela maioria dos governantes de Moçambique, desde o ano da Independência Nacional, até aos dias que correm, mostram que eram ou são governantes-habitantes ou governantes-cidadãos?”
A resposta pode ser esta: caso sejam verdadeiras as acusações que caem sobre Manhenje, não terei dúvidas algumas em afirmar, categórico, que ele é exemplo de um ex-ministro-habitante.
Assim, vai o país-macambúzio.
Até breve, Josué Bila
Até breve, Josué Bila
terça-feira, 23 de setembro de 2008
O mundo deve unir-se contra os EUA
Por Timothy BANCROFT-HINCHEY
A retórica anti-Russa que rola pelas línguas fora dos membros sênior do regime de Bush, e a contínua histeria anti-Russa que sai da base de campanha McCain-Palin, apontam para a existência de um demónio à espera de se mostrar num país que parece adorar conflitos e perpetuar a existência do clique sedento pelo poder, pela manipulação do medo.
A posição agressiva tomada contra a Rússia por Condoleeza Rice, Richard (Dick) Cheney, John McCain e Sarah Palin (e naturalmente o próprio George W. Bush, embora a ele se tem que lhe dar um desconto) depois das suas forças americanas ajudarem as forças armadas da Geórgia no acto assassino de agressão contra os russos na Ossétia do Sul (além de planejar um ataque semelhante contra os russos que vivem na Abcázia) é, mais do que o sentimento de fúria pelo lado que perdeu e que foi absolutamente humilhado pelo tamanho da vitória da Rússia, uma amostra valiosa da alma daqueles que controlam Washington, seja eles burros (símbolo do Partido Democrata) ou elefantes (Republicanos).
O lançamento da doutrina de Bush
Os eventos no "9/11" deram a Washington uma oportunidade maravilhosa de lançar a doutrina de Bush, que não é mais nem menos do que a doutrina Rumsfeld/Cheney - anti-Rússia, pro-lobby de energia. Enquanto os Democratas com Presidente Obama apresentam uma possibilidade real de refrescamento, de mudança real - diálogo entre os membros da comunidade internacional, debate e discussão com o Conselho de Segurança da ONU sendo usado como o devido fórum para a gestão de crises, e não guerras e atos unilaterais de chacina baseados em mentiras, o "acampamento" de Obama viu-se obrigado a aceitar a imposição de Joe Biden como Vice-Presidente … e o que Biden representa, a saber, uma continuação da política externa de Washington.
Esta política externa procura isolar a Rússia enquanto os contratos na área da energia são assinados com ex-membros da União Soviética e enquanto Washington considera com olhos de avidez as regiões ricas em gás natural e petróleo nas fronteiras da Rússia. Mullah Omar, do Afeganistão, recusou permitir que os EUA construísse um gasoduto através do seu país em troca de biliões de dólares, e declarou ainda nos anos 90 (antes do 9/11) que soube que Washington inventaria uma razão para invadir - isso, depois de criar o Mujaheddin para desestabilizar um país com um governo socialmente progressivo que queria ter a oportunidade de distribuir a riqueza entre seu povo.
Os tentáculos do Império do Mal espalham-se pelo globo
Contudo é não somente na Rússia onde os tentáculos do Império do Mal são vistos e sentidos. Após décadas de um bloqueio cruel e criminoso contra o povo heróico da Cuba, uma tentativa falhada de um golpe de estado na Venezuela, seguido por uma revolta armada na Bolívia, países onde os governos juraram distribuir os recursos naturais do país entre os povos, são sinais claros que todas as estradas más conduzem a Washington, onde a fonte do fedor se encontra. Não são as pessoas em que Washington está interessado, mas sim seus recursos.E a mesma doutrina e políticas podem ser seguidas onde quer que Washington esteja através do globo, desde a sustentação de regimes criminosos, assassinos e fascistas na África e Ásia… até a Europa, onde os fantoches da OTAN - "aliados" - são jogados com e manipulados, tiranizados e amimados com diplomacia do tipo "cenoura e vara", sendo os Balcãs a arena onde Washington joga, dividindo e regendo. Os líderes de Europa olham a Washington como um amigo e um aliado contudo em Washington, o Estabelecimento deve rir à gargalhada por causa do servilismo hipócrita e humilhante dos líderes da OTAN.
O problema não é a Rússia
Então o problema não é a Rússia. A única coisa que a Rússia queria sempre era a paz, e empenhar-se em laços internacionais baseados na colaboração, cooperação, relações culturais, desportivas e numa palavra só, amizade. O quê é que a Rússia deveria fazer no caso do Afeganistão, quando viu - com horror - a libertação do Demônio pela CIA nos madrassah de Paquistão, nomeadamente a formação, financiamento e cumplicidade com os Mujaheddin, que se transformaram depois nos Talebaan e o lançamento do terrorismo internacional?
A Rússia inventou mentiras e invadiu o Iraque? A Rússia quebrou a lei internacional, reconhecendo Kosovo? Não foi a Rússia eternamente paciente com o Geórgia apesar do fato que este país não realizou referendos em Abcázia e em Ossétia do Sul de acordo com a sua obrigação sob a Constituição soviética, que assinou, a Rússia não procurou uma solução que agradasse a todos os intervenientes durante quase duas décadas? E o quê é que a Rússia poderia fazer quando Tblissi e seus mestres dos E.U.A. lançaram seu ato da chacina, transformando Tskhinval num inferno na noite de 7/8 de Agosto? Colocar sua mão no peito e cantar Deus abençoe a AmériKKKa?
Rússia, consequentemente, não é o problema, mas sim a solução
Moscovo representa um aliado estável com uma economia forte baseada em fundamentos fortes, não o sistema monetarista capitalista idiota patrocinado por Washington, onde os mercados são controlados de perto por uma pequena associação de elitistas ricos e onde os fundamentos são constituídos pelo jogo e pela especulação. Então, depois imaginem quem paga as contas? Os ricos ou os que lutam pela sobrevivência através do seu trabalho? Moscovo representa um mundo baseado em relações fraternais, que usam os princípios de debate, de discussão e de diálogo entre a fraternidade das nações, no Conselho de Segurança da ONU, num mundo que vive, feliz, na estabilidade económica, que vive na amizade e paz, duas palavras que iriam sufocar as gargantas daqueles que controlam Washington.
O caminho pela frenteApesar do comportamento grosseiro de Washington como um execrável pirralho estragado de mimos, gritando, dando ponta-pés, mordendo, e sendo geralmente insolente, desagradável e extremoso, os corações e mentes do os membros inteligentes da comunidade internacional não odeiam todos os norte-americanos. As pessoas são pessoas. As lágrimas sabem a sal e todos nós preferimos chorar lágrimas de felicidade. O caminho pela frente é que alguém em Washington efectue mudança real, não apenas na maneira em que as coisas são feitas internamente no Estados Unidos da América (isso pertence a eles, e a eles só) mas também, e fundamentalmente, numa atitude fresca e nova nas relações internacionais num mundo cada vez mais globalizado.
Introduzir pessoas como John McCain e Sarah Palin não vai fazer nada no sentido de abrir a janela e refrescar o ar após oito anos de fedor das políticas criminosas assassinas do regime de Bush-Cheney- Rumsfeld (lá por trás)-Rice. McCain representa uma continuação da política que pendure demónios perante os olhos do povo norte-americano, baseando a apresentação das políticas na manipulação do medo. Diz que a Sarah Palin é uma boa escolha porque é Governadora do Alaska, e esse estado está próximo à Rússia. Não tem graça nenhuma. Se não fosse tão perigoso um palhaço deste calibre apresentar-se para a presidência de um do mais poderosos países do mundo, seria totalmente patético. Quanto à Palin – o que acontece se McCain morrer?
A mudança fundamental que a comunidade internacional precisa para tomarmos juntos nossos primeiros passos no terceiro milénio - como amigos, e não perpetuando rixas velhas e animosidades antigas, tem dois nomes: Barack Obama, não Biden. Biden pode passar os primeiros quatro anos da sua vice-presidência a ver o que acontece, enquanto o Presidente Obama, esperemos, faz o suficiente para garantir um segundo termo em que execute realmente as suas políticas. Nós temos um sonho.
Até lá, Washington continuará a ser um pirralho beligerante que precise de uma tareia das antigas, antes de ser atirado sem cerimónias para a rua, onde pertence.
Nota
Obrigado, Timothy pelo envio do artigo
Pesquisador está construindo mapa sobre a mídia alternativa no mundo
O Atlas da Mídia Alternativa já conta com mais de 30 veículos, da América do Sul, do Norte, Europa e África. A iniciativa é do doutorando da Universidade de Rennes 1, na França, Benjamin Ferron.
O responsável por cadastrar os dados dos veículos alternativos brasileiros e dos países vizinhos é o jornalista Chico Sant'anna.
Chico explica que Ferron já vem desenvolvendo trabalhos sobre a mídia alternativa. A primeira iniciativa do pesquisador foi disponibilizar na internet uma bibliografia de trabalhos referentes a este tipo de imprensa. A tese dele é sobre o papel das mídias alternativas nos processos de autonomia dos territórios Palestinos e de Chiapas, no México.
Acesse o mapa em construção em http://maps. google.fr/ maps/ms?ie=UTF8&hl=fr& oe=UTF8&msa= 0&msid=112584705 072733905782. 000455856e71585b474ef .
Dados sobre mídias alternativas devem ser enviados para o e-mail chicosantanna@ hotmail.com,com o nome do veículo e um breve relato acerca do seu propósito, seja impresso, rádio, TV e internet.
sábado, 20 de setembro de 2008
Capitalismo em crise: Agora, regulação é apontada como única saída
O ex-presidente Ronald Reagan eliminou os controles governamentais sobre uma ampla gama de instituições e instrumentos financeiros, em consonância com sua fé no livre mercado. Reagan gostava de ilustrar sua política desreguladora com a frase: "o governo não é a solução, mas sim o problema". Em 1999, a Lei de Modernização de Serviços Financeiros eliminou controles financeiros impostos desde os tempos de Franklin Delano Roosevelt. As conseqüências estão aí.
Leia mais em:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15243
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QUO VADIS GUINÉ-BISSAU? Novos rumos no país de Amílcar Cabral
Carlos Cardoso*
A Guiné-Bissau, um país de cerca de um milhão e meio de habitantes e do tamanho da Suíça, contava, nos anos setenta, dentre os países com maior índice per capita de ajuda ao desenvolvimento. O enorme prestígio de que gozava no seio da comunidade internacional fundamentava-se num certo número de opções assumidas pelas autoridades políticas de então, que podiam servir de exemplo a vários títulos. Apesar de ter optado por uma economia planificada, e mantendo-se fiel à política de não-alinhamento e ao pensamento de Amílcar Cabral, o país nunca chegou a declarar o marxismo-leninismo como ideologia de Estado, como fizeram os seus “companheiros de luta” de Angola e Moçambique. Até a primeira metade dos anos 80, e apesar das deficiências registadas aqui e acolá, o país deu provas de utilização criteriosa das ajudas internacionais; Tinham sido alcançados progressos significativos nos domínios sociais, nomeadamente no que respeita à taxa de escolarização e de alfabetização, à esperança de vida à nascença e ao índice de mortalidade materno infantil.
Mais detalhes no http://www.pambazuka.org/pt/category/features/50153
*Filósofo, Pesquisador e Diretor Executivo no Codesria - Dakar, Senegal.
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Bolívia: uma guerra que começou há muito tempo
O economista boliviano Ramiro Lizondo Dias afirma, em artigo assinado por ele no jornal electronico brasileiro, carta maior, que os conflitos que a Bolívia enfrenta hoje são uma nova etapa de uma antiga guerra. A história do país, segundo ele, é uma história de massacres de indígenas, camponeses e trabalhadores, desde os tempos coloniais até hoje. A diferença, hoje, é que a oligarquia boliviana está sendo governada por um "índio", algo inaceitável para ela.
Leia artigo completo em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15239&boletim_id=458&componente_id=8185
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Leia mais em:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15243
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QUO VADIS GUINÉ-BISSAU? Novos rumos no país de Amílcar Cabral
Carlos Cardoso*
A Guiné-Bissau, um país de cerca de um milhão e meio de habitantes e do tamanho da Suíça, contava, nos anos setenta, dentre os países com maior índice per capita de ajuda ao desenvolvimento. O enorme prestígio de que gozava no seio da comunidade internacional fundamentava-se num certo número de opções assumidas pelas autoridades políticas de então, que podiam servir de exemplo a vários títulos. Apesar de ter optado por uma economia planificada, e mantendo-se fiel à política de não-alinhamento e ao pensamento de Amílcar Cabral, o país nunca chegou a declarar o marxismo-leninismo como ideologia de Estado, como fizeram os seus “companheiros de luta” de Angola e Moçambique. Até a primeira metade dos anos 80, e apesar das deficiências registadas aqui e acolá, o país deu provas de utilização criteriosa das ajudas internacionais; Tinham sido alcançados progressos significativos nos domínios sociais, nomeadamente no que respeita à taxa de escolarização e de alfabetização, à esperança de vida à nascença e ao índice de mortalidade materno infantil.
Mais detalhes no http://www.pambazuka.org/pt/category/features/50153
*Filósofo, Pesquisador e Diretor Executivo no Codesria - Dakar, Senegal.
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Bolívia: uma guerra que começou há muito tempo
O economista boliviano Ramiro Lizondo Dias afirma, em artigo assinado por ele no jornal electronico brasileiro, carta maior, que os conflitos que a Bolívia enfrenta hoje são uma nova etapa de uma antiga guerra. A história do país, segundo ele, é uma história de massacres de indígenas, camponeses e trabalhadores, desde os tempos coloniais até hoje. A diferença, hoje, é que a oligarquia boliviana está sendo governada por um "índio", algo inaceitável para ela.
Leia artigo completo em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15239&boletim_id=458&componente_id=8185
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